Feitas que estão as contas de mais um Dakar, queria aproveitar este excelente tópico do Adolfo para render uma simples homenagem ao homem que um dia o imaginou, idealizou e criou, ao homem que um dia conseguiu parar uma guerra no Norte de Africa (por uns dias) para que a caravana passasse em segurança. Thierry Sabine.
Adolfo, se me dás licença,
"Começou por criar, em 1975, o Enduro du Touquet, uma competição regional que, com o decorrer do tempo, teve grande desenvolvimento. Na sequência promoveu a Croisière Verte, um enduro que ligava Le Touquet a Sète por caminhos.
Em 1977 perdeu-se no deserto da Líbia, devido a uma tempestade de areia, quando participava no rali Abidjan-Nice, numa Yamaha XT 500. Depois de a fraca organização da prova ter encerrado as buscas, ao fim de três dias, sem combustível na moto, Sabine foi encontrado, no limite da desidratação, pelo piloto de uma pequena aeronave que lhe terá dito “meu amigo, daqui para a frente, tudo o que você viver será lucro”. Enquanto esteve perdido, apesar do seu sofrimento, estava apaixonado pelo deserto e prometeu que, se sobrevivesse, organizaria anualmente a maior prova de todo-terreno jamais vista, saindo da Europa e atravessando a África através do deserto, que mais tarde definiu como “um desafio para os que vão e um sonho para os que ficam”. Desde então consagrou a sua vida à organização do “Paris-Dakar”.
Morreu a 14 de Janeiro de 1986, ao fim do dia, quando o helicóptero, a partir do qual dirigia o “Dakar”, embateu numa duna, no deserto do Mali, durante uma tempestade de areia. Foi erigida uma lápide em sua memória, no deserto do Ténéré, num lugar baptizado “Árvore de Thierry Sabine” devido à acácia solitária que aí se encontra."
Obtido em "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Thierry_Sabine"
Rezam as crónicas que nessa fatidica tempestade ia no seu helicoptero a orientar uns concorrentes que nela se tinham perdido, razão pela qual voava tão baixo, o que o levou a embater na duna.
Cumprimentos,
Scirocco