Continuando com as actualizações ao trabalho já efectuado, dediquei-me, em seguida, à suspensão e mais precisamente às molas de suspensão.
As peças originais do modelo são muito toscas, pelo que decidi substitui-las por novas. Assim elaborei os esquema para a suspensão dianteira e traseira, de forma a poder planificar a dimensão correcta para cada lamela.
Tb criei os planificados de cada peça necessária para completar as suspensões, tais como as peças de fixação e os componentes dos amortecedores de fricção.
Como se pode ver pelos esquemas anteriores, cada mola de suspensão é composta por uma peça principal que enrola sobre uns casquilhos laterais e é rebitada no topo superior de cada lado. Entre si, existem duas lamelas que ajudam a criar uma estrutura principal mais robusta. Por baixo, existe um conjunto de lamelas de dimensões menores, que são fixas à estrutura principal através de peças em U aparafusadas na parte superior (indicadas a vermelho).
De forma a facilitar a montagem das diversas lamelas, criei um pequeno gabarito baseado numa ideia que me foi enviada pelo António Pereira. De forma genérica, consiste em dois espigões metálicos onde encaixam as extremidades da lamela principal, mais um central que serve para enformar as primeiras lamelas. Para cada componente, fiz um furo central de forma a permitir o perfeito alinhamento entre peças.
Assim, seguindo os planificados anteriormente definidos, fiz as peças necessárias em evergreen de 0,3 mm e montei-as colando apenas a zona central. A ordem de montagem foi a seguinte:
1. Estrutura principal, composta pelos casquilhos de fixação lateral e lamela principal;
2. Lamelas superiores, montadas entre os casquilhos;
3. Lamelas inferiores.
Cada peça, antes de montar, foi "rebarbada" nas extremidades, de forma a ampliar o efeito de espaço entre as peças, de forma a que este seja facilmente percepcionável após a pintura.
Depois de ter feito as molas traseiras, descobri que é extremamente difícil prever com precisão qual a dimensão final do conjunto, uma vez que as lamelas apenas são fixas ao centro. Assim, acabei por fazer tb as molas dianteiras - afinal estava com a "mão na massa".
A importância da altura das molas prende-se com a distância do chassis ao solo do modelo, uma vez que o eixo dianteiro fixa na parte inferior das molas dianteiras...
Para as fazer, segui o mesmo processo já descrito, actualizando o gabarito às novas dimensões.
As lamelas de suspensão são unidas entre si através de pequenos fixadores em U fechados na parte superior por cilindros metálicos aparafusados à parte exterior.
Para os reproduzir, usei agrafos pequenos, dobrados em U recto e que foram colados à parte inferior das lamelas. Os cilindros metálicos superiores (de fecho), foram feitos recorrendo a um pedaço de bandeja de suporte estirado, colados entre as extremidades superiores do U.
Este cilindros são aparafusados a abraçadeira em U. Para os reproduzir, estou a pensar utilizar parafusos em resina da "Calibre 35", na dimensão de 0,6 mm.
No entanto, apenas os vou aplicar quando tiver as molas pintadas.