Olá a todos
Como disse na apresentação, tenho estado parado há já algum tempo. Mas desde que cheguei tenho dado uma vista de olhos e há trabalhos fabulosos, que fazem com que o "bichinho" volte novamente a atacar. E como tenho algumas bases e kits para montar, gostava de saber mais sobre decalques caseiros. E aqui vão as questões:
1- Para além de uma boa base de informação e fotos, o programa informático mais indicado para fazer a base será o Corel Draw ou há outros melhores? Mac ou PC?
2- Em termos de impressão, é melhor impressoras de jacto de tinta ou lazer? E quais são as marcas cujas tintas/tinteiros/impressão tem melhor qualidade?
3- Em termos de suporte, já vi que há várias folhas base de decalques para impressão. Onde é mais fácil comprar, na net ou nalguma loja cá em Portugal? E em termos de qualidade?
Penso que estas questões interessam a muitos e por isso as trago.
Como de certa forma, estou profissionalmente ligado à informática, estou com vontade de me lançar nesta área e tentar fazer alguma coisa e compartilhar com todos por aqui.
Saudações a todos e parabéns pelo fórum
DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Re: DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Vou ser, para já, muito sintético, para dar a hipótese aos nossos demais colegas de adicionarem/criticarem as minhas sugestões:
1º) Uma BOA aplicação de vectorização (as duas referências máximas serão o Illustrator e o Corel Draw, mas também existe o Freehand). Há quem vectorize - e obtenha muito bons resultados - com Word e Excel. Como vês, quase tudo dá para vectorizar;
2º) Uma boa pesquisa sobre "vector graphics", para quem nunca vectorizou;
3º) Um computador - que não precisa de ser o "último grito", pois as imagens, depois de vectorizadas, são muito leves, não exigindo um core 2 duo, por exemplo.
4º) Um computador Apple Macintosh
Tinha de vir esta. Estou a brincar, claro, embora o Mac continue a estar a anos-luz dos Windows-janelinhas, no aspecto gráfico. Eu agora sou "obrigado" a passar para Windows os meus trabalhos, mas apenas para a impressão. Já digo porquê;
5º) Uma impressora jacto de tinta poderá servir, se se encontrar papel de decalques compatível. A laser a cores é essencial (comprei uma para isso) e permite trabalhos com uma boa qualidade. Eu passei a utilizar o "top", ou seja, a impressão MD (Micro Dry). Tem a vantagem de imprimir a branco, em alumínio e dourado e, a minha em particular, em cromado "foil", ficando a impressão com o aspecto que todos conhecem do "bare metal foil". Como se vê, há várias possibilidades;
Isto é, em linhas gerais, o material básico necessário.
Dou um exemplo curioso: na Automobilia do ano passado, adquiri vários "die-cast" a 2€ cada.
Como tinha sido barato, peguei num deles (Mitsubishi do Panizzi) e tentei fazer a decoração do carro que o Gardemeister trouxe a Portugal há dois anos.
Como era "para estragar", dei por mim a fazer uma experiência de impressão em Micro Dry, na vertente "spot", para esse carro.
Pois bem, peguei nas jantes que o Devil, com competência, me duplicou em resina e tentei fazer a réplica, esperando que, naturalmente, ficasse um trabalho muito medíocre. Nem ainda abri o tópico, para mostrar as "desgraças".
Só vos posso dizer que ficou um dos meus melhores modelos, sinceramente.
O aspecto da impressão é efectivamente, "de cair para o lado". Sem falsa modéstia está a ficar muito engraçado. Não vai à ModelTróia mas, certamente, o irei mostrar na Réplica. E isto a partir de uma base baratucha e com perspectivas de ir ao decapante. Claro que tive muito boas ajudas (o Devil para as jantes e o Ciclotron para a impressão), conjuntamente com muita pesquisa e paciência. Tudo se consegue, desde que se queira muito...
Depois deste modelo posso, então, com toda a segurança, enveredar pelo TAL projecto dos 20 carros de 2008.
Art
1º) Uma BOA aplicação de vectorização (as duas referências máximas serão o Illustrator e o Corel Draw, mas também existe o Freehand). Há quem vectorize - e obtenha muito bons resultados - com Word e Excel. Como vês, quase tudo dá para vectorizar;
2º) Uma boa pesquisa sobre "vector graphics", para quem nunca vectorizou;
3º) Um computador - que não precisa de ser o "último grito", pois as imagens, depois de vectorizadas, são muito leves, não exigindo um core 2 duo, por exemplo.
4º) Um computador Apple Macintosh
5º) Uma impressora jacto de tinta poderá servir, se se encontrar papel de decalques compatível. A laser a cores é essencial (comprei uma para isso) e permite trabalhos com uma boa qualidade. Eu passei a utilizar o "top", ou seja, a impressão MD (Micro Dry). Tem a vantagem de imprimir a branco, em alumínio e dourado e, a minha em particular, em cromado "foil", ficando a impressão com o aspecto que todos conhecem do "bare metal foil". Como se vê, há várias possibilidades;
Isto é, em linhas gerais, o material básico necessário.
Dou um exemplo curioso: na Automobilia do ano passado, adquiri vários "die-cast" a 2€ cada.
Como tinha sido barato, peguei num deles (Mitsubishi do Panizzi) e tentei fazer a decoração do carro que o Gardemeister trouxe a Portugal há dois anos.
Como era "para estragar", dei por mim a fazer uma experiência de impressão em Micro Dry, na vertente "spot", para esse carro.
Pois bem, peguei nas jantes que o Devil, com competência, me duplicou em resina e tentei fazer a réplica, esperando que, naturalmente, ficasse um trabalho muito medíocre. Nem ainda abri o tópico, para mostrar as "desgraças".
Só vos posso dizer que ficou um dos meus melhores modelos, sinceramente.
O aspecto da impressão é efectivamente, "de cair para o lado". Sem falsa modéstia está a ficar muito engraçado. Não vai à ModelTróia mas, certamente, o irei mostrar na Réplica. E isto a partir de uma base baratucha e com perspectivas de ir ao decapante. Claro que tive muito boas ajudas (o Devil para as jantes e o Ciclotron para a impressão), conjuntamente com muita pesquisa e paciência. Tudo se consegue, desde que se queira muito...
Depois deste modelo posso, então, com toda a segurança, enveredar pelo TAL projecto dos 20 carros de 2008.
Art
- borntobedevil
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Re: DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Tanto "paleio" do mestre dos decalques, mas os vinte continuam parados!!!!!
Devil
Devil
O ser modelista já não é um sonho, agora é continuar treinar muito para evoluir!
Os últimos que fiz para aqui chegar... Porsche Targa '85 / Toyota GT One / Celica 2000GT RP'76
E o que estou a fazer para evoluir... Toyota 2000 GT / BMW 635CSI
Os últimos que fiz para aqui chegar... Porsche Targa '85 / Toyota GT One / Celica 2000GT RP'76
E o que estou a fazer para evoluir... Toyota 2000 GT / BMW 635CSI
Re: DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Não é verdade, o trabalho que tenho feito não é visível, mas vai avançando.
E tu, mesmo que te elogiem, não paras de mandar bocas
Que pena a tua língua não ser Toyota, ou seja, enferrujada
Art
E tu, mesmo que te elogiem, não paras de mandar bocas
Que pena a tua língua não ser Toyota, ou seja, enferrujada
Art
Re: DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Obrigado ART, pelas dicas.
Percebi, no geral, e acho que me vou aventurar.
Só mais uma questão: há alguma marca em especial para as impressoras, cujo resultado saia melhor, ou desde que seja laser, está tudo nivelado em termos de qualidade? Refiro-me aos brancos e metalizados.
Já agora, os tais 20 modelos de 2008, referem-se a Ford Escort's do rali de Portugal que vi referenciado aqui no fórum?
É que eu tenho alguns arquivos(fotos e revistas) mais antigos e se puder ajudar, tenho o maior prazer.
Em relação ao rali de Portugal há uns carros que gostava de ter na minha colecção e, como tenho as bases, só faltam os decalques, a saber: o Triumph TR8 de 1980, os Ford Sierra com a decoração FINA, salvo erro 1991 e 1992, o Peugeot 104ZS de 1978, o Alpine A310 GITANES de 1975 , o Escort do Carlos Bica, entre outros.
Saudações
Percebi, no geral, e acho que me vou aventurar.
Só mais uma questão: há alguma marca em especial para as impressoras, cujo resultado saia melhor, ou desde que seja laser, está tudo nivelado em termos de qualidade? Refiro-me aos brancos e metalizados.
Já agora, os tais 20 modelos de 2008, referem-se a Ford Escort's do rali de Portugal que vi referenciado aqui no fórum?
É que eu tenho alguns arquivos(fotos e revistas) mais antigos e se puder ajudar, tenho o maior prazer.
Em relação ao rali de Portugal há uns carros que gostava de ter na minha colecção e, como tenho as bases, só faltam os decalques, a saber: o Triumph TR8 de 1980, os Ford Sierra com a decoração FINA, salvo erro 1991 e 1992, o Peugeot 104ZS de 1978, o Alpine A310 GITANES de 1975 , o Escort do Carlos Bica, entre outros.
Saudações
- borntobedevil
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Re: DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Jabatra vou-te já dar uma resposta pelo Art, visto que ele só deve passar cá lá para domingo!
Depois mais dúvidas consultas com ele!
As impressoras laser não "fazem" o branco e os metalizados, as que fazem isso são as Micro Dry.
Devil
Depois mais dúvidas consultas com ele!
As impressoras laser não "fazem" o branco e os metalizados, as que fazem isso são as Micro Dry.
Devil
O ser modelista já não é um sonho, agora é continuar treinar muito para evoluir!
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prorallye43
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Re: DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Boa Noite Caros Amigos,
Caro Jabatra as opções de produção de decalques caseiros podem ir do mais simples ao mais complexo, dependendo das expectativas que se pretendem suprir e das opções efectuadas.
Quanto a softwares de desenho ou vectorização pouco posso ajudar pois não sendo especialista da arte, sou profissional de gestão, apenas utilizo soluções extremamente expeditas e simples.
Quanto à impressão, o nosso colega Art deu-lhe uma visão genérica de opções que vão do 2 Cv ao Maybach (antigamente dir-se-ia Rolls Royce, mas actualmente…) mas não lhe identificou claramente qual o seu escalonamento.
A Opção 2 Cv é seguramente a jacto de tinta que exige um papel peliculado específico e um tratamento de acabamento a verniz ou similar (spray de acabamento de labels para CD’s ou DVD’s é uma solução excelente), uma vez que as cores são solúveis, o que se traduz, mesmo com esse acabamento, numa tendência para a degradação com o tempo.
Outra preocupação nesta opção, devida à textura translúcida da impressão, é a de afinação das cores conforme a cor da base em que irão ser aplicadas, uma vez que da combinação das mesmas resultará um resultado visual diferente do esperado.
Para exemplos deste tipo de impressão e dos seus defeitos poderá ver o meu Corolla Levin do Rali de Portugal e os meus Range Rover Camel do Dakar, apresentados em Trabalhos Completos.
A opção mediana é a da impressão Laser a cores, que requer também um papel peliculado específico mas, quando efectuada em impressoras muito boas (caras), dispensa o acabamento a verniz ou similar.
Nesta opção, as principais preocupações colocam-se ao nível da definição, precisão e aparência final das impressões que só atingem níveis aceitáveis com máquinas de gama média/alta.
Em ambas as soluções anteriores terão que ser utilizados dois tipos de papel peliculado, o transparente e o branco, de acordo com os tipos de suporte de aplicação. Os resultados de impressão são sempre bastante espessos o que contribui para uma aparência relativamente pesada do modelo acabado.
Para exemplos deste tipo de impressão e dos seus resultados pode ver os modelos de decoração própria do Art.
A Opção Maybach é certamente a Micro Dry, embora se trate de uma solução técnica, originaria do final dos anos 90, descontinuada comercialmente há já bastante tempo, pelo que apresenta defeitos inerentes à obsolescência da tecnologia, evidentes essencialmente ao nível da definição de impressão na opção de impressão multicor, dita tradicional (termo inglês “dither”), da reticulação evidente na impressão de tonalidades compostas e na impossibilidade completa de produzir algumas tonalidades de cor.
Esta opção de impressão, para que se atinjam os resultados extraordinários que possibilita, exige um nível de complexidade no trabalho muito elevado, pois exige a utilização da técnica de impressão em cor simples (termo inglês “spot”), o que implica a decomposição de qualquer decalque ou folha de decalques em layers sucessivas e separadas de impressão, tantas quantas as cores simples a utilizar.
Implica ainda que, antes de se iniciarem os trabalhos de impressão, se produzam e cataloguem grelhas de composição de cor complexas, que terão obrigatoriamente que ser objecto de impressão para avaliação do leque de cores e tonalidades finais realizáveis, isto porque cada impressora tem a sua própria assinatura de impressão, indexada às características específicas e únicas da sua cabeça.
Refira-se que para a impressão de uma folha de decalques relativamente simples em termos de leque de cores e tonalidades finais, serão necessárias entre 16 a 20 layers sucessivas e separadas de impressão, o que corresponderá a cerca de 60 a 70 impressões sucessivas.
O papel a utilizar nestas impressoras é o mesmo que nas Laser, mas os equipamentos, só adquiríveis em estado de uso, atingem valores elevados e os consumíveis, apenas disponíveis fora de Portugal (EUA, México e Europa Central), são bastante caros.
Apenas existem duas marcas e séries de impressoras adequadas para uso caseiro que utilizam esta tecnologia, as OKI série DP e as ALPS série MD, existindo ainda uma série profissional da Kodak, a FirstCheck, disparatadamente cara e indisponível que, no entanto, nos trouxe duas novas cores, uma delas de importância fulcral, o Laranja dito Process.
As vantagens obvias desta opção são a possibilidade de impressão em Branco, Metálico e Dourado e a possibilidade de aplicação por impressão de uma camada de preparação do decalque (dita “undercoat”) e de uma camada de acabamento brilhante (dita “finish”), o que possibilita a impressão em papeis não peliculados, apenas tratados com adesivo ou cola. Os resultados de impressão nos dois tipos de papel são de alta resistência e extremamente finos o que possibilita um acabamento perfeito dos modelos.
Poderá ver exemplos dos resultados deste tipo de impressão nas minhas Peugeot Dangel do Dakar, cujos defeitos não são da opção de impressão mas sim da minha inaptidão.
Poderá recolher informações e ajudas preciosas sobre este tipo de impressão nos seguintes grupos Yahoo:
http://tech.groups.yahoo.com/group/Alps/" onclick="window.open(this.href);return false;
http://groups.yahoo.com/group/alpsdecal/" onclick="window.open(this.href);return false;
Finalmente, o Rolls Royce da produção de decalques caseiros, o clássico ainda utilizado por todos os produtores profissionais de decalques e modelos, é a serigrafia, mas para informações precisas sobre esta técnica terá que recorrer ao nosso colega de Fórum Fernando Sousa.
Esperando ter contribuído um pouco para um melhor enquadramento das opções disponíveis coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento ou ajuda adicional que entenda solicitar.
Aproveito para esclarecer que o Projecto dos 22 Escort MK, de produção integralmente própria, é o primeiro do Projecto Rallye 43, meu e do nvl68, embora com um contributo inicial do amigo Art ao nível da vectorização de duas decorações, o projecto deste nosso colega são os Fiat e Peugeot S2000 do Rali de Portugal 2008.
Obrigado.
Um abraço.
João
Caro Jabatra as opções de produção de decalques caseiros podem ir do mais simples ao mais complexo, dependendo das expectativas que se pretendem suprir e das opções efectuadas.
Quanto a softwares de desenho ou vectorização pouco posso ajudar pois não sendo especialista da arte, sou profissional de gestão, apenas utilizo soluções extremamente expeditas e simples.
Quanto à impressão, o nosso colega Art deu-lhe uma visão genérica de opções que vão do 2 Cv ao Maybach (antigamente dir-se-ia Rolls Royce, mas actualmente…) mas não lhe identificou claramente qual o seu escalonamento.
A Opção 2 Cv é seguramente a jacto de tinta que exige um papel peliculado específico e um tratamento de acabamento a verniz ou similar (spray de acabamento de labels para CD’s ou DVD’s é uma solução excelente), uma vez que as cores são solúveis, o que se traduz, mesmo com esse acabamento, numa tendência para a degradação com o tempo.
Outra preocupação nesta opção, devida à textura translúcida da impressão, é a de afinação das cores conforme a cor da base em que irão ser aplicadas, uma vez que da combinação das mesmas resultará um resultado visual diferente do esperado.
Para exemplos deste tipo de impressão e dos seus defeitos poderá ver o meu Corolla Levin do Rali de Portugal e os meus Range Rover Camel do Dakar, apresentados em Trabalhos Completos.
A opção mediana é a da impressão Laser a cores, que requer também um papel peliculado específico mas, quando efectuada em impressoras muito boas (caras), dispensa o acabamento a verniz ou similar.
Nesta opção, as principais preocupações colocam-se ao nível da definição, precisão e aparência final das impressões que só atingem níveis aceitáveis com máquinas de gama média/alta.
Em ambas as soluções anteriores terão que ser utilizados dois tipos de papel peliculado, o transparente e o branco, de acordo com os tipos de suporte de aplicação. Os resultados de impressão são sempre bastante espessos o que contribui para uma aparência relativamente pesada do modelo acabado.
Para exemplos deste tipo de impressão e dos seus resultados pode ver os modelos de decoração própria do Art.
A Opção Maybach é certamente a Micro Dry, embora se trate de uma solução técnica, originaria do final dos anos 90, descontinuada comercialmente há já bastante tempo, pelo que apresenta defeitos inerentes à obsolescência da tecnologia, evidentes essencialmente ao nível da definição de impressão na opção de impressão multicor, dita tradicional (termo inglês “dither”), da reticulação evidente na impressão de tonalidades compostas e na impossibilidade completa de produzir algumas tonalidades de cor.
Esta opção de impressão, para que se atinjam os resultados extraordinários que possibilita, exige um nível de complexidade no trabalho muito elevado, pois exige a utilização da técnica de impressão em cor simples (termo inglês “spot”), o que implica a decomposição de qualquer decalque ou folha de decalques em layers sucessivas e separadas de impressão, tantas quantas as cores simples a utilizar.
Implica ainda que, antes de se iniciarem os trabalhos de impressão, se produzam e cataloguem grelhas de composição de cor complexas, que terão obrigatoriamente que ser objecto de impressão para avaliação do leque de cores e tonalidades finais realizáveis, isto porque cada impressora tem a sua própria assinatura de impressão, indexada às características específicas e únicas da sua cabeça.
Refira-se que para a impressão de uma folha de decalques relativamente simples em termos de leque de cores e tonalidades finais, serão necessárias entre 16 a 20 layers sucessivas e separadas de impressão, o que corresponderá a cerca de 60 a 70 impressões sucessivas.
O papel a utilizar nestas impressoras é o mesmo que nas Laser, mas os equipamentos, só adquiríveis em estado de uso, atingem valores elevados e os consumíveis, apenas disponíveis fora de Portugal (EUA, México e Europa Central), são bastante caros.
Apenas existem duas marcas e séries de impressoras adequadas para uso caseiro que utilizam esta tecnologia, as OKI série DP e as ALPS série MD, existindo ainda uma série profissional da Kodak, a FirstCheck, disparatadamente cara e indisponível que, no entanto, nos trouxe duas novas cores, uma delas de importância fulcral, o Laranja dito Process.
As vantagens obvias desta opção são a possibilidade de impressão em Branco, Metálico e Dourado e a possibilidade de aplicação por impressão de uma camada de preparação do decalque (dita “undercoat”) e de uma camada de acabamento brilhante (dita “finish”), o que possibilita a impressão em papeis não peliculados, apenas tratados com adesivo ou cola. Os resultados de impressão nos dois tipos de papel são de alta resistência e extremamente finos o que possibilita um acabamento perfeito dos modelos.
Poderá ver exemplos dos resultados deste tipo de impressão nas minhas Peugeot Dangel do Dakar, cujos defeitos não são da opção de impressão mas sim da minha inaptidão.
Poderá recolher informações e ajudas preciosas sobre este tipo de impressão nos seguintes grupos Yahoo:
http://tech.groups.yahoo.com/group/Alps/" onclick="window.open(this.href);return false;
http://groups.yahoo.com/group/alpsdecal/" onclick="window.open(this.href);return false;
Finalmente, o Rolls Royce da produção de decalques caseiros, o clássico ainda utilizado por todos os produtores profissionais de decalques e modelos, é a serigrafia, mas para informações precisas sobre esta técnica terá que recorrer ao nosso colega de Fórum Fernando Sousa.
Esperando ter contribuído um pouco para um melhor enquadramento das opções disponíveis coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento ou ajuda adicional que entenda solicitar.
Aproveito para esclarecer que o Projecto dos 22 Escort MK, de produção integralmente própria, é o primeiro do Projecto Rallye 43, meu e do nvl68, embora com um contributo inicial do amigo Art ao nível da vectorização de duas decorações, o projecto deste nosso colega são os Fiat e Peugeot S2000 do Rali de Portugal 2008.
Obrigado.
Um abraço.
João
Última edição por prorallye43 em quinta mar 12, 2009 12:48 pm, editado 1 vez no total.

Re: DECALQUES CASEIROS - COMO FAZER?
Sim, é verdade, mas ainda estou por aqui até ir para o trabalho, hojeborntobedevil Escreveu:Jabatra vou-te já dar uma resposta pelo Art, visto que ele só deve passar cá lá para domingo!
Não é necessário dizer mais nada. O João, excelentemente, disse tudo o que havia a dizer relativamente às diversas possibilidades.
A única ressalva que faria é uma "alfinetada" para ele: já adquiri cartridges para MicroDry em Portugal
Mas eu também tinha frisado que iria falar de modo genérico, dando possibilidade de os nossos colegas adicionarem os seus comentários e sugestões.
O João praticamente "esgotou" o assunto!
Como comentário final, gostaria de direccionar o Jabatra, caso o queira, para alguns dos meus trabalhos "a laser" - dado que penso não ter por cá nenhum exemplo da minha "fase" jacto de tinta. O Triumph V8 - que o Jabatra também pretende fazer - será um dos mais bem conseguidos.
Exemplos a "MicroDry" poderão ser observados na próxima semana (projecto do Rali de 2007 - paralelo ao dos tais 20 carros de 2008).
Quanto ao Sierra "Fina" - decorado em "scratch" e pintado à mão - poderá ser visto este fim de semana no ModelTróia, em Lisboa.
Abraço
Art